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Sua Santidade · Patriarca Ecumênico
Bartolomeu
Arcebispo de Constantinopla–Nova Roma e Patriarca Ecumênico.
Nascido em Imbros, em 29 de fevereiro de 1940, Bartolomeu foi eleito por unanimidade Patriarca Ecumênico em 22 de outubro de 1991. Sua formação em Halki e seus estudos de Direito Canônico em Roma integram uma trajetória dedicada ao serviço da Igreja.
Seu ministério se distingue pelo empenho na unidade ortodoxa, no diálogo entre os cristãos e no cuidado com a criação. Convocou e presidiu o Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa, realizado em Creta em 2016.
Conheça sua trajetória
Dados biográficos
Sua Santidade, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, nasceu em Agios Theodoros, na ilha de Imbros, em 29 de fevereiro de 1940. Filho de Hristo e Meropi Archontonis, recebeu no batismo o nome Dimitrios.
Estudou na escola primária de sua aldeia natal, no Ginásio-Liceu Zografio de Constantinopla e na Escola Central de Imbros. Ingressou na Escola Teológica de Halki, onde se graduou com destaque em 1961.
Formação teológica e Direito Canônico
Entre 1963 e 1968, realizou estudos de pós-graduação no Instituto de Estudos Orientais de Roma, no Instituto Ecumênico de Bossey, na Suíça, e na Universidade de Munique, especializando-se em Direito Canônico.
Obteve o doutorado em Roma com a tese «Sobre a Codificação dos Cânones Sagrados e as Disposições Canônicas da Igreja Ortodoxa».
Ordenações e eleição patriarcal
Foi ordenado diácono na Catedral de Imbros em 13 de agosto de 1961 por seu pai espiritual, o bispo Meliton, recebendo o nome religioso Bartolomeu.
Ao regressar a Constantinopla em 1968, foi nomeado diretor-adjunto da Escola Teológica de Halki. Foi ordenado sacerdote em 1969 e, seis meses depois, recebeu do Patriarca Athenagoras o título de Arquimandrita.
Entre 1972 e 1991, dirigiu o Gabinete Particular do Patriarca Dimitrios. Em 1973, foi eleito Metropolita de Filadélfia. A partir de março de 1974, integrou o Santo Sínodo e diversas comissões sinodais.
Em janeiro de 1990, foi eleito Metropolita de Calcedônia, sucedendo a seu pai espiritual, o Metropolita Meliton. Sua entronização realizou-se em 14 de janeiro daquele ano.
Em 22 de outubro de 1991, foi eleito por unanimidade Patriarca Ecumênico, sucedendo ao Patriarca Dimitrios.
Unidade ortodoxa e diálogo entre as Igrejas
Seu serviço ao Patriarcado inclui a participação em encontros interortodoxos e intercristãos, o trabalho em comissões sinodais e o acompanhamento do Patriarca Dimitrios em visitas ao exterior.
Foi vice-presidente da Comissão «Fé e Ordem» do Conselho Mundial de Igrejas e participou das assembleias de Upsala, Vancouver e Canberra.
Como Patriarca, reuniu no Fanar os líderes das Igrejas Ortodoxas locais para a celebração do Domingo da Ortodoxia de 1992, em um testemunho de unidade e colaboração.
Em 2004, ampliou a participação no Santo e Sagrado Sínodo do Patriarcado Ecumênico, convidando também os hierarcas do Trono que exercem seu ministério fora da Turquia.
Convocou o Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa, realizado em Creta em junho de 2016, e presidiu seus trabalhos.
Suas visitas às Igrejas Ortodoxas e seus encontros com outras comunidades cristãs expressam o compromisso com o diálogo e a colaboração fraterna.
Cuidado com a criação
A proteção do meio ambiente ocupa lugar de destaque em seu ministério. Em Halki, organizou com o príncipe Felipe, duque de Edimburgo, uma jornada dedicada à proteção ambiental. Suas mensagens para 1º de setembro, Dia de Oração pela Proteção da Criação, reafirmam esse compromisso.
Em Patmos, por ocasião dos 1900 anos da redação do Apocalipse de São João, presidiu celebrações e encontros, entre eles um congresso ecológico internacional dedicado à contaminação dos mares.
Escritos, reconhecimento e testemunho público
Além do grego, fala turco, latim, italiano, francês, inglês e alemão. É autor de livros, artigos, estudos e discursos, e membro fundador da Sociedade de Direito das Igrejas Orientais.
Recebeu títulos honoríficos de instituições acadêmicas e atua em favor da liberdade religiosa, dos direitos humanos, da paz e da reconciliação. Em 1997, recebeu a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos.
Referência: biografia oficial do Patriarcado Ecumênico (em grego).





