Livro de Visitas

Que bom que você está aqui!

Sua opinião sobre o nosso portal é importante para nós. Deixe seus comentários, críticas ou sugestões e compartilhe suas ideias com a comunidade de leitores e visitantes da ECCLESIA.

A memória deste Livro de Visitas

Reunimos aqui as mensagens publicadas no antigo Livro de Visitas da ECCLESIA. Integradas às contribuições mais recentes, elas preservam a memória do nosso portal e o testemunho daqueles que nos acompanham ao longo de tantos anos na internet.

Obrigado!

 
 
 
 
 
 
 
Os campos marcados com * são obrigatórios.
Seu endereço de e-mail não será publicado.
É possível que sua entrada só fique visível no livro de visitas depois de revisada.
Nós nos reservamos o direito de editar, excluir ou não publicar entradas.
César Henrique Martins César Henrique Martins
8 de janeiro de 2006 at 22:25
Digníssimo Padre André, em outubro de 2005, realizei o grande sonho de minha vida, a saber, uma viagem à pátria-mãe da ortodoxia bizantina (Grécia expandida, algumas de suas ilhas importantes, mais Trácia, Capadócia e Sudoeste da Anatólia, estas últimas localidades hoje pertencentes à Turquia). Foi emocionante adentrar a magnífica basílica de Aghia (Santa Sabedoria), em Istambul (antiga Constantinopla, segunda Sé Cristã em hierarquia honorífica) e visitar os arredores da igreja de Hagia Irene (hoje parte integrante do suntuoso Palácio Topkapi, dos antigos sultões otomanos e outrora residência dos patriarcas bizantinos). A antiga Constantinopla se estendia pelo bairro hoje chamado Sultanahmet (pronuncia-se "Sultanâmet"), que equivale à parte histórica da cidade, onde se encontram as monumentais igrejas de Santa Sophia, Santa Irene, restos do hipódromo de Bizâncio, as Colunas de Teodósio e de Constantino, o Grande Bazar, o Bazar das Especiarias, bem assim o aqueduto romano de Valens, além de diversas mesquitas réplicas de Santa, como as de Súleiman e Azul. Infelizmente, não houve tempo hábil para que visitasse o Fanar, sede do Patriarcado Ecumênico, um pouco distante da área central, a Noroeste de Istambul. No bairro de Taksim, entretanto, mais próximo da área central histórica, além Chifre deOuro, há templos ortodoxos bizantinos, armênios e romano-católicos, tendo conseguido adentrar alguns deles. Todos belíssimos, denotando o amor e a perseverança dos poucos cristãos turcos (um por cento, e na maioria descendentes de estrangeiros) ao cristianismo universal. Descobri que a cidade de Adrianopla hoje se chama Edirne, quase na fronteira com a Grécia, bem assim que Nicéia - na Anatólia - é atualmente Iznik; já Calcedônia, também na Istambul Asiática, é hodiernamente chamada Kadikóy, localidades muito importantes na história do cristianismo, pois sediaram os oito primeiros concílios ecumênicos da Igreja ainda indivisa. Seguindo viagem, conheci também a Casa da Virgem Maria, em Éfeso (hoje, Kusadási - Anatólia, Turquia), um santuário mariano em terras turcas, no qual residem dois sacerdotes, um ortodoxo e outro católico-romano, além de religiosas de ambas as igrejas. Nesse local, segundo a Santa Tradição de nossos pais cristãos, Nossa Senhora teria passado os últimos anos de sua vida aqui na Terra ao lado do Apóstolo João, a quem Cristo confiara Sua Santíssima Mãe aos pés da Cruz. Não muito longe dali, na Ilha de Patmos (pertencente à Grécia), conheci a gruta em que São João Evangelista escreveu o Apocalipse (último livro do cânon neotestamentário), hoje uma capela magnífica e muito bem cuidada por monges ortodoxos. Um pouco mais acima, no topo de um dos mais altos montes do arquipélago de Patmos, está cravado o monastério de São João o Teólogo, também ortodoxo-bizantino. Quanto à cidade de Antioquia, antigamente pertencente à Síria, hoje integra a Turquia, quase na fronteira com seu país de origem. Já Esmirna conserva o mesmo nome, até hoje, bem assim Tarsus, todas hoje localidades turcas. Na Grécia, mais precisamente em Atenas (capital), visitei a preciosíssima catedral dedicada à Anunciação da Virgem Maria e assisti à Divina Liturgia celebrada pelo Arcebispo Dom Cristodoulos, no domingo do dia 06 de novembro, das 9h às 11h30. Na entrada da catedral, há um monumento dedicado ao Arcebispo Damasquinos, o qual fora assassinado pelos turcos enfurecidos, quando invadiram a Grécia há anos atrás. Pude conhecer também a bela catedral de São Dênis, da Igreja Latina Romana, freqüentada mais por estrangeiros e, pasme V. Sa., filipinos que vivem na Grécia! Foram dias inesquecíveis, nos quais tive a oportunidade de renovar minha fé na Grande Santa Igreja, verdadeiramente Católica e Apostólica em sua raiz protomilenar, baluarte incólume dos ensinamentos cristãos e dispensadora da santificação plena através dos sacramentos. Obrigado, Jesus e Maria, por mais essa graça abundante em minha vida! Por fim, em uma loja de ícones da Odos Adrianou (Rua Adriano), a principal do bairro de Plaka, no coração de Atenas, conheci o Sr. Georges, um brasileiro de origem grega ali radicado, muito simpático, hospitaleiro e fiel cristão ortodoxo, do qual adquiri dois ícones (um de Cristo Pantocrator e outro de Maria Panaghia, bentos por um sacerdote da catedral ateniense), e que fez um comentário no mínimo INSTIGANTE acerca da divisão da Igreja de Cristo em duas: romana (católica) e grega (ortodoxa). É que, segundo ele, "no Oriente, o monarca bizantino quis se tornar Papa", legislando para a Igreja Cristã e usurpando, com isso, um direito inalienável do colégio episcopal; já "no Ocidente", em caminho inverso, "o Papa quis se tornar monarca, reivindicando para si o comando absoluto da igreja e da sociedade, espiritual e temporal". Esses fatores, segundo ele, são a raiz doamargo cisma que "enche de profundo pesar o coração de todo cristão". Que possamos todos nós, católicos e ortodoxos, continuar UNIDOS, mais do que nunca, na superação das divisões históricas pelo comum testemunho das práticas e dos valores cristãos e, sobretudo, pela incessante oração.
Aguarde, por favor...